Após tão boas andanças e tão raras aventuras, distante da Mancha eis me aqui, nas terras das Minas Gerais. Por entenderem ser a história peregrina desse valente cavaleiro digna de ser contada e recontada, talhada em bronzes e esculpida em mármores, valorosos cavaleiros e sábios encantadores reuniram-se para relatá-la. Tal engenho fica a cargo da graciosa Cia. Burlantins.

O primeiro cronista a contar minhas céleres façanhas foi o romancista, dramaturgo e poeta de minha amada Espanha, Miguel de Cervantes Saavedra, em 1604. Como predissera assim que parti em busca de agravos desfazer e injustiças reprimir, quando Cervantes lançou luzes aos meus intentos, influências causou no teatro, na pintura, na música, na literatura e até no cinema, forma de arte mui admirada nessas terras estranhas. Sobre esse livro, ouvi de um castelão de Sevilha que "nenhuma obra terá talvez penetrado tão fundo na alma das pessoas e terá de tal modo expressado a própria natureza humana como esta". Disse isso sem nem ao menos se dar conta de que estava defronte ao famoso cavaleiro. Famosos também eram os escritores de 54 países que escolheram, por unanimidade, o texto de Cervantes como o melhor livro de todos os tempos, superior até aos Amadis de Grécia e História do Cavaleiro do Febo. Basta, no entanto, de louvores, pois sou inimigo de todo o gênero de adulações.

Oratório – A Saga de Dom Quixote e Sancho Pança decerto deixará feliz meu amigo Sancho de ver seu nome impresso ao lado do de um fidalgo. A narrativa, assim como o texto de Cervantes, tem início quando, após ler em meus livros as batalhas, encantamentos, sucessos, amores e desafios dos valentes cavaleiros andantes, decido eu mesmo partir, com minhas armas e meu cavalo Rocinante em busca das mais altas aventuras. Todavia, sendo minha história agora contada por tão notável companhia, nela existirão músicas escritas e cantadas por bons cantadores dessas cercanias, mineiridades e cenários lúdicos. Tudo em nome da fama eterna da cavalaria andante.

Não fujam vosmecês, nem temam dano algum, pois à ordem que professo não cabe nem toca perturbar a ninguém.

Dom Quixote de la Mancha

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